categoria: Poesia
Tive vontade de pintar
Risquei com tinta a minha mão
Cada folha em branco sorria pra mim
Enquanto as curvas eram apenas curvas
Não precisava de nada mais
Pois já tinha o esboço ideal
Fiquei enfeitando e vi que já estava bom
Mas ainda assim retoquei como nunca
Caiu uma gota, talvez meu sangue
E aquilo se misturou nos contornos
Marcando em relevo, trazendo vida
A sensação era de omissão
Eu fiz, mas aquilo não era meu
Quem fez a tinta e o papel?
Quem fez as cores e aqueles olhos?
Só sei que agora quero uma pra mim
Daquele jeito que eu desenhei
Mas que saia do papel, e me segure pelas mãos
Deberg Comenta: As vezes tenho medo de folhas em branco.
categoria: Poesia
Tenho um coração de poeta
e uma alma de criança
Já sei o quê não me afeta
não sei o quê me amansa
Aprendi a regra de amar
te dou um sorriso, me mostra de volta
Vi que não basta tocar
carrega minha mão, meu braço te solta
De costas pra tudo é fácil seguir
cegar a vida e fechar a boca
Arder de vontade, ignorar, fingir
curar ferida e tirar a roupa
A alma que brinca as vezes sonha
em prender fagulhas dessa força vital
Voa pra aproveitar o alto da montanha
respira fundo;
vira de lado
e adormece.
Deberg Comenta: Esse sou eu brincando de ser o que eu não sou.
categoria: Poesia
Ninguém morre de amor
a vida não tira seus méritos
Ninguém foge sem valor
sem falsos apelos inquietos
Amor é vida e partilha
não é sim, sim é não
Se a troca não é concebida
amor de mentira, é paixão
Quando tudo é menor que a dor
nem assim se pode morrer de amor
Deberg Comenta: Algumas frases ficam presas na cabeça sem explicação. Me disseram esta, que dá o título desta poesia, num momento crucial.