categoria: Letra de música
Veio caindo puxando a esquina pra dentro da via
Era Anoélis que mais uma vez se esquecia
De sua vida torta
Guardava algumas poucas notas
E no seu rádio ainda toca
Algumas poucas notas
De oito em oito horas
perdia suas memórias
Que ainda nem tinha vivido
pra saber se ia acontecer
E a vida lhe deu as costas
Sem sobrenome continua Anoélis Vida Torta
Deberg Comenta: Parceria bons com Ale, Daniel e Bill, meus irmãos poetas, músicos e cheios de guéri-guéri.
categoria: Poesia
Se eu não escrevesse nada
Talvez nem eu mesmo percebesse
E você nunca soubesse
O valor do meu interesse
Assim seria fácil guardar
Cada esboço de malícia
Desenho perfeito no seu olhar
Suporte de cada carícia
Que pede um último beijo
Novo, devagar e intenso
Que faz a noite se alongar
No tempo do nosso desejo
E quando o abraço encaixa
Sentimos o sangue ferver
Aí nosso corpo relaxa
Feliz em não se conter
Nos detalhes, no entrelaçar
Dos pés que afasta o frio
Me anulei na vontade de cuidar
Distante percebi o vazio
E o que me restou foram sinais
Escondidos em cada fração
Prazer em te ter um dia a mais
Prender seu cheiro na minha mão
Prometi reservar tais memórias
Mas me deu vontade de gritar
Fazer ecoar através das palavras
Sentir sua pele em tudo que tocar