Esforços se vão como as fichas do jogo
na minha febre de rolar os dados me estrago
Eu giro e as luzes dançam
Mandei seu nome guardar minhas tralhas
fui, consertei todas dobradiças, me mexi
Eu giro e as luzes dançam
Estou suando frio, me veja só
se gelo na cama, sou o que sou
Estou suando frio, me veja só
se a angustia não me alcança
Mantenho a esperança
Ah! de cada flor ter sua cara
minha cara, teu suor, meu anseio
Matar de vez essa agonia
pois de vadia o mundo tá cheio
01 Dezembro 2009
Melhor Tiro
categoria: Letra de música
26 Outubro 2009
Lady Sin
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Tô no trampo e lá fora o maior pé d'água. Aproveitei pra escrever e esperar a chuva passar.
Numa noite dessas bem caladas
eu mergulhei num fio de chuva
E as raras palavras eram salvas
Pela via das bocas, da minha e da sua
De um lado pro outro,
do nada pra tudo
Do certo ao errado,
do claro ao escuro
Na mesa de canto um amor absurdo
No sangue a coragem
de um peito inseguro
Fez o que quis,
me guardou o cangote
Coçou o nariz,
ajustou o decote
De leve engolia minha falta de sorte
Rindo do meu desejo
que podia ser forte
Deberg Comenta: Tô no trampo e lá fora o maior pé d'água. Aproveitei pra escrever e esperar a chuva passar.
18 Setembro 2009
E ainda gosta de rock
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Eu indo contra a idéia de que os opostos se atraem.
Você não é tão diferente de mim
às vezes cala pra dizer que sim
No silêncio que fica se deixa levar
pra não se dar ao luxo de reclamar
De fato isso nem é muito ruim
é um jeito peculiar de ver a vida
Preguiça de explicar por que quis assim
se possível sorrir e forjar a saída
Me deixa assim, imaginando você
rindo enquanto eu não me movo
E viro de lado pra poder te ver
de vestido rosa, num cabelo novo
Todo arrepiado pelo vento
pedindo um toque
Na fumaça escapa aos dedos
tão nerd quanto eu
Traçando linhas no Photoshop
Deberg Comenta: Eu indo contra a idéia de que os opostos se atraem.
24 Julho 2009
Evasiva
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Nem sei o que dizer, só não sei dizer, rs
Supostamente te deixar
pra não ter mais pra quem voltar
Saber que só eu você tem som de deixa amanhecer
Não ter sua parte pra pagar
Recalcular sem você perceber, se ainda não já fez
Principalmente te calar
quando não pensa pra falar
Não ver minha cor nos olhos teus
pra não ficar gosto de adeus
Pro seu lazer não me julgar
Descarregar, deixar você saber, se ainda não percebeu
Que toda vez que eu me apaixono é por você
só não sei dizer
Suavemente desviar
o assunto pra não te assustar
Pra no fim de tudo você entender
os motivos que não tem
pra gente ficar bem
assim tão bem
Deberg Comenta: Nem sei o que dizer, só não sei dizer, rs
27 Junho 2009
Certeza
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Essa parece incompleta, mas é pra ser assim mesmo.
Certo seria viver numa redoma
Mas privar-me das sensações seria certo?
Seria certo se bastasse pra me salvar
e se não te despedaçasse certo seria
Certo ou errado seria justo
pois o que vale ficaria imune
E munido de sensações eu estaria
pra usá-las no que é errado, certo?
Só tenho certeza de que você iria me abraçar
um abraço tímido de quem gosta demais
E ainda faria de tudo pra me agradar
depois abusaria das caras de "tanto faz"
Deberg Comenta: Essa parece incompleta, mas é pra ser assim mesmo.
25 Maio 2009
Frasco
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Segura os cotoco!
Tinha lá suas manias
tinha aqui os seus desejos
E o tempo todo se perdia
se afogando, se entretendo
Descobrindo um novo estado
o do sabor de ser amado
Com verdade e com repúdio
suspirando por um refúgio
Só queria saber quando vem
esse tal frio na barriga
E não ter o desprazer de descobrir o que tem
na contracapa da sua vida
Que tirou a minha, de leve
fazendo jus a cada sílaba de sofrimento
Por dentro de mim me persegue
já tendo a chave do meu apartamento
"Idiota e infeliz", é o que me diz
por só enxergar o lado bom das pessoas
Precisou me acordar e esfregar no nariz
aquelas tardes que nem foram tão boas
E a saudade que eu tinha era de nós
isso é o quê faz eu me amar ainda mais
Ao saber que o seu perfume que eu tanto desejei
era na verdade o meu, impregnado em você
Deberg Comenta: Segura os cotoco!
15 Abril 2009
O quê houve?
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Escrevi em cinco minutos, acho que dá pra perceber.
Acontece que eu não consigo mais pensar
chega nessas horas e tudo trava
A mente vai tão depressa e não chega a lugar algum
penso em você milhões de vezes
e penso nela também
e depois nela, e nela
As vezes penso no ódio
como infelizmente o compartilhamos
Se toda raiva já não está embutida
nas pequenas mentiras do cotidiano
É...se for pra pensar, esqueça que pode sentir
olhando bem, tudo pode ser diferente
você pode não existir, assim como ela
De repente você é essência, ela remorso
quando você é uma chaga, ela é conforto
Ambas não tem utilidade, talvez a outra tenha
Continuo tentando pensar, mirar meu pensamento
Tudo fica verde, depois vermelho, magra, morena
marcada, engraçada, suave e desbocada
Tento explicar e tudo me parece com nada
Acontece que só consigo formar aquela maldita palavra
Saudade
Deberg Comenta: Escrevi em cinco minutos, acho que dá pra perceber.
21 Março 2009
Ano 86
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Número cabalístico! hauhauah
Ela vem devagar
movida pelo meu ar
Ela é uma máquina
Modelo "Sempre no cio"
guiada pelo quadril
Quando acelera perde o freio e ferve até sair fumaça
Ela sabe dosar
maldade pura no olhar
e cara de santa
Não sabe quem vai chamar
mas sabe que hoje apronta
Se me ligar já sei que ela tá pronta
pra rodar mais uma vez
Cruzando a noite a torque de V6
uou uou uou uou uou uou uou ô
álcool pra aquecer
motor lubrificado
uou uou uou uou uou uou uou ô
acende o farol
que agora eu vou entrar no túnel
pra te completar
Sutilmente deixa escorrer
o sal que te já te fez ser
Minha menina ano 86
Deberg Comenta: Número cabalístico! hauhauah
26 Fevereiro 2009
Pressão
categoria: Poesia
Deberg Comenta: E foi chover só no fim do carnaval.
É só a chuva
que quando vem pede a preferência
Só ela pode me dizer agora
me tocar e me fazer ouvir
Só ela tem esse poder
quando estou trancado em minha luta
De me fazer sentir de novo
o que parece há muito esmaecido
Ah, ela pode sim
ela que é rainha
Me sugere viver pra ti
Em cada gota traz palavras
forma frases em minhas calhas
E assim não me escondo tanto
me acolhe e insiste que te amo
Ela sabe que tem preferência
sabe de toda minha ansiedade
Dita as regras, vem por mim
mesmo sendo só a chuva
Me sugerindo viver pra ti
Deberg Comenta: E foi chover só no fim do carnaval.
11 Janeiro 2009
Simples Cidade
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Quando a gente desiste de entender as coisas.
Ontem eu comprei uma caixa de coragem
depois tomei todo o sol numa golada
Ali, lembrei da minha solidão
aquela, desde minha primeira morada
Anotei coisas sobre o quanto sou inteiro
e como não tem nenhuma parte minha solta por ai
Apesar de já ter sido roubado
em meados de maio
Foi atravessando a rua pra chegar do seu lado
não conhecia aquele canto da cidade
Difícil dar certo, ter que atravessar a nado
entre nós ficaria a cumplicidade
Hoje minha essência permanece intacta
e meu riso já tem outras cores
Nada tem a proporção exata
já não controlo os meus amores
Deberg Comenta: Quando a gente desiste de entender as coisas.
10 Dezembro 2008
Love Poison
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Baladinha simples; não sei porquê coloquei esse título.
Foge não, já não sou eu sem sua atenção
Fique mais, desse remédio pra chatisse quero mais
Abastecer o coração, com pouca roupa e transpiração
Na quarta se você vier, vem devagar pro tempo se ajustar
Viver mais de uma hora em cada pausa
Hummmm sei bem o que me causa
Olhe bem cada vestígio que você deixou
E vê se tem de tiracolo
Uma pontinha de certeza que me faz
Ser alguém além da fúria
Como se a causa fosse a cura
E como se a cura nunca fosse o bastante
Deberg Comenta: Baladinha simples; não sei porquê coloquei esse título.
29 Outubro 2008
Juntar o pó
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Viva a doce grosseria e os impulsos inconseqüentes. A vida é uma só!
Na última vez que a gente se despediu
você levava nos olhos
a certeza de que nada era certo a partir dali
uma trilha escura pra seguir
Celebrar e desvendar a delícia de nada ser
e ver algumas peças de roupa pelo chão
sorte, medo, desejo
Solidão
Só serve pra juntar o pó
e nós?
Na última vez que a gente se divertiu
você sentou no meu colo
e só pediu pra que eu não parasse nunca mais
essa nossa doença que me faz
Celebrar.... a delícia de nada ser
e ver algumas peças de roupa pelo chão
sorte, medo, desejo
Solidão
Só serve pra juntar o pó
Melhor aproveitar
o tempo que der pra ficar
a sós
Não tem muito o que fazer
você me deixa, eu faço
vai me mostra teu sorriso (eu sei você gosta)
senta em mim
e que se foda tudo
Deberg Comenta: Viva a doce grosseria e os impulsos inconseqüentes. A vida é uma só!
28 Setembro 2008
Meus pedaços
categoria: Poesia
Acredito no amor acima de tudo
Assim? Pra esconder os problemas?
Não.
Amando as escolhas são mais difíceis
mas foi assim que decidi agir
Pra não exigir do mundo
apesar dele me sufocar
Pra não nos matar de culpa
por cada lampejo de amar
Com a intenção de me dividir,
me doar em cada história
Inclino minha alma e coração
o tempo que for possível,
o tempo que não existe
Distribuo meus pedaços
gravo ações e frases soltas
Assim tentei não deixar você gostar
depois evitei que a saudade te tomasse
Já decidido, seu afeto me contornou
feliz pelo que foi vivido, voou
Hoje, quando você for embora,
não esqueça seu perfume e suas cores
De mim, leve alguns olhares
Ah! E esse pedaço é seu, pode ficar
03 Setembro 2008
Parabéns pra mim
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Nessa época do ano sempre volta tudo. Pegando trauma do meu aniversário, rs.
Sempre que percebo o ano passar
tão rápido que nem vejo chegar
o dia do meu aniversário
Finjo indiferença, tudo normal
como se eu não ligasse para o tempo
que só me traz mais cobranças
Só cobra de mim, só nota de cem
"Quantos anos você tem?
Será que pode comigo?
Será que banca o prejuízo?"
Tão fácil mudar, quero controlar
Quem vai me presentear?
"Sabe o quanto já pecou?
Sabe o quanto já custou
sua presença aqui?"
Parabéns pra mim
eu sobrevivi
Azar de quem me julgou infeliz
Vou te surpreender quando você ver
que ainda estou firme e forte
Posso brincar com a sorte
Deberg Comenta: Nessa época do ano sempre volta tudo. Pegando trauma do meu aniversário, rs.
27 Agosto 2008
O quê fez
categoria: Poesia
Deberg Comenta: sentindo a vida!
Estou sóbrio como nunca estive
era pra nunca passar, nunca acabar
O quê fez pra te deixar?
Já não bastou me inquietar?
Sejamos orgulhosos, assim até o fim
até crescer o que é nosso
Agora falo com propriedade
nele ainda vejo nossa verdade
Brincando enquanto vai a tarde
pena você ter ido embora
Em livros que escrevi eduquei uma parte de mim
parte inteira de tudo, a minha razão
Força que não me pertence mais, é sua
ser você e deixar de existir
Comprar um balão e me ver sorrir
em você, em cada parte que é minha, e é você
Amar e nada mais, amar
sem vontade, querendo a volta sua
Respirar, por você respirar
desligar o rádio pra ouvir a chuva
Deberg Comenta: sentindo a vida!
17 Agosto 2008
Despertador
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Quando todas as angústias e amarguras se transformam em sorrisos.
Vi a luz invadindo e a névoa girando
Eu com as meias úmidas, latejando
Era só uma memória, quente, faminta
Distinta da pureza que me fez ser realeza
Assim pela fresta, a beleza de julho me constrói
Uma polpa de cuidado se mistura
Sou pronto, estou paciente
Pra ver a raiva decadente
Em cada sabor desperdiçado
Isso é tudo que há em mim
Alegria de sobra pra te dar
Pra acordar as criancices
Num sorriso despertador
Deberg Comenta: Quando todas as angústias e amarguras se transformam em sorrisos.
31 Julho 2008
Anoélis Vida Torta
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Parceria bons com Ale, Daniel e Bill, meus irmãos poetas, músicos e cheios de guéri-guéri.
Veio caindo puxando a esquina pra dentro da via
Era Anoélis que mais uma vez se esquecia
De sua vida torta
Guardava algumas poucas notas
E no seu rádio ainda toca
Algumas poucas notas
De oito em oito horas
perdia suas memórias
Que ainda nem tinha vivido
pra saber se ia acontecer
E a vida lhe deu as costas
Sem sobrenome continua Anoélis Vida Torta
Deberg Comenta: Parceria bons com Ale, Daniel e Bill, meus irmãos poetas, músicos e cheios de guéri-guéri.
10 Julho 2008
Grito contido
categoria: Poesia
Se eu não escrevesse nada
Talvez nem eu mesmo percebesse
E você nunca soubesse
O valor do meu interesse
Assim seria fácil guardar
Cada esboço de malícia
Desenho perfeito no seu olhar
Suporte de cada carícia
Que pede um último beijo
Novo, devagar e intenso
Que faz a noite se alongar
No tempo do nosso desejo
E quando o abraço encaixa
Sentimos o sangue ferver
Aí nosso corpo relaxa
Feliz em não se conter
Nos detalhes, no entrelaçar
Dos pés que afasta o frio
Me anulei na vontade de cuidar
Distante percebi o vazio
E o que me restou foram sinais
Escondidos em cada fração
Prazer em te ter um dia a mais
Prender seu cheiro na minha mão
Prometi reservar tais memórias
Mas me deu vontade de gritar
Fazer ecoar através das palavras
Sentir sua pele em tudo que tocar
27 Junho 2008
Por ti fólio
categoria: Poesia
Deberg Comenta: As vezes tenho medo de folhas em branco.
Tive vontade de pintar
Risquei com tinta a minha mão
Cada folha em branco sorria pra mim
Enquanto as curvas eram apenas curvas
Não precisava de nada mais
Pois já tinha o esboço ideal
Fiquei enfeitando e vi que já estava bom
Mas ainda assim retoquei como nunca
Caiu uma gota, talvez meu sangue
E aquilo se misturou nos contornos
Marcando em relevo, trazendo vida
A sensação era de omissão
Eu fiz, mas aquilo não era meu
Quem fez a tinta e o papel?
Quem fez as cores e aqueles olhos?
Só sei que agora quero uma pra mim
Daquele jeito que eu desenhei
Mas que saia do papel, e me segure pelas mãos
Deberg Comenta: As vezes tenho medo de folhas em branco.
21 Junho 2008
O Alheio
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Esse sou eu brincando de ser o que eu não sou.
Tenho um coração de poeta
e uma alma de criança
Já sei o quê não me afeta
não sei o quê me amansa
Aprendi a regra de amar
te dou um sorriso, me mostra de volta
Vi que não basta tocar
carrega minha mão, meu braço te solta
De costas pra tudo é fácil seguir
cegar a vida e fechar a boca
Arder de vontade, ignorar, fingir
curar ferida e tirar a roupa
A alma que brinca as vezes sonha
em prender fagulhas dessa força vital
Voa pra aproveitar o alto da montanha
respira fundo;
vira de lado
e adormece.
Deberg Comenta: Esse sou eu brincando de ser o que eu não sou.
08 Junho 2008
Ninguém morre de amor
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Algumas frases ficam presas na cabeça sem explicação. Me disseram esta, que dá o título desta poesia, num momento crucial.
Ninguém morre de amor
a vida não tira seus méritos
Ninguém foge sem valor
sem falsos apelos inquietos
Amor é vida e partilha
não é sim, sim é não
Se a troca não é concebida
amor de mentira, é paixão
Quando tudo é menor que a dor
nem assim se pode morrer de amor
Deberg Comenta: Algumas frases ficam presas na cabeça sem explicação. Me disseram esta, que dá o título desta poesia, num momento crucial.
22 Maio 2008
Eu contra o pranto
categoria: Poesia
Sem valor e sem sentido
palavras de graça, jogadas
Fizeram-me enlouquecer
tentando entender e aceitar
O amargo que sobe na garganta
maldita repulsa do espelho
Sentir-se poderoso e miserável
aos poucos se acabar por inteiro
E ver que sou feito de anseio e essência
que minhas glórias são troféus para os olhos
Que mulheres são movidas a elogios e desprezos
e tentando vou aprendendo a dosar desejos
Felicidade de ontem que hoje vale mais
dúvida de amanhã faz o peito sorrir
Quero abraçar o mundo sem bloqueios morais
arrancar gemidos, caçar suaves carinhos
Sou o que me tornei, sem almejar, sem merecer
deixei de me arrumar e vi um cerco crescer
De certo não via a luz por trás dos meus olhos
cresci sem me perceber na cidade ao redor
04 Maio 2008
Em Vermelho
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Cores que marcam, mesmo passados 4 anos.
Eu ando sem resposta, você me bate a porta
e eu não sei o que fazer quando o tempo vem pra me ajudar
Me perco na rotina, angústias de uma vida
que eu não quero e não vejo a hora de sair daqui
Pra bem longe viajar
rumo ao sol alaranjado
No seu ombro eu vou deitar
e ver no seu olhar
A minha vida se refaz assim tão fácil
e muito mais, eu vou
certo de que tudo vale a pena
A sua boca tão pequena
a sua pele tão serena
deixou em mim a sua marca
Em vermelho
Fogo brando, vem aquece
rubra boca, enlouquece
Friso longo, na cintura
beijo eterno enquanto dura
Deberg Comenta: Cores que marcam, mesmo passados 4 anos.
21 Abril 2008
Até o Parque
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Quando o inimaginável acontece nos deparamos com o inevitável.
Um certo desconforto
um banco de pedra
Desejo e desgosto
a frase que encerra
As formas de agir
os lábios macios
Sentir sufocar
em cantos vazios
Ele caminhou com o coração na mochila
viu o asfalto brilhar, cheirou gasolina
Perdeu a sombra em voltas de desespero
falhou ao ver que não era o primeiro
De tarde se foi o suspiro aliviado
que de longe ouviu uma alma gritar
Uma vida rasgada sangrando em metades
caminhando em conjunto, recusando um olhar
Pode ser pra sempre
ou só uma vez mais
Amanhã quem sabe?
talvez nunca mais
Deberg Comenta: Quando o inimaginável acontece nos deparamos com o inevitável.
16 Abril 2008
Instante
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Achei isso muito bem guardado, lembranças de um momento bonito.
Tá fazendo frio de novo?
O vidro tá embaçando
Posso ver você respirar
E reagir dessa maneira
Sei que é coisa passageira
Mesmo assim eu vou fazer, prometo não contar
Imagine a gente no ar, fora de nós, vendo tudo do espaço:
Surpreendente ver a gente, como tudo fica bem
Dou a volta em sua cintura, um segundo vai além
Quero filmar tudo e guardar pra sempre
um videotape numa estrela cadente
De volta à visão perfeita
assim de perto, melhor, vejo sua pureza
Estou debaixo de um sorriso de menina
sem jeito, aos poucos me ensina
"Lá fora" não existe mais
pouco importa, são só meus pais
As cores dessa noite quem vai esquecer?
tão lindo, aos poucos te ver florescer
Deberg Comenta: Achei isso muito bem guardado, lembranças de um momento bonito.
20 Fevereiro 2008
A Fuga
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Escrevi pouco tempo depois de tirar minha carta, vontade de dirigir numa estrada infinita.......
Você me diz que já é tarde
Que não vai me esperar
É uma pena, vou te dizer porquê
Está vendo aquele carro ali?
Vai me levar pra um lugar tão diferente
Por quê você não vem?
Então será só você e eu
Abaixa o vidro e deita o banco (canta pra mim)
Lembra de tudo, isso é um retrovisor
O céu termina e eu piso fundo
Já estamos chegando
As placas anunciam
O rádio quebrado
Só aumenta a agonia
Muito de mim vai ficar nesta pista molhada
Este é o lugar, você consegue sentir?
Parece feito para nós
Olha pra mim, diz se não valeu a pena
Isto é mais forte que o mar
O bom de viver é poder respirar
Correr pra qualquer lugar
Bagunçar o cabelo, encarar o medo
Ter por quem voltar
Viver nosso mundo, esquecer tudo que passou
O céu termina e eu piso fundo
Deberg Comenta: Escrevi pouco tempo depois de tirar minha carta, vontade de dirigir numa estrada infinita.......
12 Janeiro 2008
A Flor e o Bicho-Preguiça
categoria: Letra de música
Deberg Comenta: Até o bicho-preguiça foi pego de surpresa!
Ele caiu, esboçou alguma reação
Sorriso fácil estampou, por nada anseiou
a vontade de mudar, medo de conhecer
A luz tocou o solo, perfume o despertou
Clarão no vale brilhou, pensou pular, voou
um querer aconchegar, razão pra se mover
O grito mais alto não seria o bastante
pra impedir que lhe queimasse o peito
Assim sentiu pela primeira vez, sorriu
correu pela trilha como nunca se viu
Dourou a retina, força repentina
estava ali o que queria
Escondida nas cores, a flor mais linda
buscou água da fonte
A mais pura forma de carinho
um beijo no olho, no cantinho
um abraço capaz de envolver todo aquele mundo
Ela queria um simples sentimento
ele simplesmente sentir o vento
Deberg Comenta: Até o bicho-preguiça foi pego de surpresa!
04 Janeiro 2008
Sem "você"
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Nem sempre os temas são bem-vindos....
O homem sem amor é uma casca sem graça
Que despedaça a cada golpe de ausência
O homem sem o amor ronda cada praça
E perde a noção do tempo tocando o vazio
O que um dia já foi cura, consome-lhe a carne
A cada excesso de fúria, a esperança que vai tarde
Tudo acaba desconhecido, difícil ver algum sentido
E se a felicidade não lhe pertence mais
Não cativa nada, não tem valor o que ficou pra trás
O homem sem graça é uma casca sem amor
Que sangra ao ver que hoje é só mais um
Amor liberto, banhado pela ingratidão
Que faz do homem um ser comum
Deberg Comenta: Nem sempre os temas são bem-vindos....
12 Dezembro 2007
Bom Dia Sol
categoria: Letra de Música
Deberg Comenta: achei isso jogado no fundo do baú, literalmente, tem uns 5 anos; simples, puro, fruto de um encontro casual.
Bom dia! ela me falou
Em 2 segundos de abraço
Sensacional foi a reação
Velocidade impressionante
Sentimento interessante
Por instante tudo era cor
Isso é a vida, presente pra quem tem
Sorriso radiante que me faz tão bem
Vem meu sol, vem me abraçar
Por que eu não quero mais pensar
Em acordar sem ter a sua luz
Vem pra cá que eu vou dizer
Bem baixinho pra você
Adoro ver você sorrir
Esqueço tudo e deixo o tempo passar
Deberg Comenta: achei isso jogado no fundo do baú, literalmente, tem uns 5 anos; simples, puro, fruto de um encontro casual.
11 Dezembro 2007
Expremendo a Inspiração
A partir de hoje as obras postadas virão com comentários do autor sobre a mesma, huhuhuhuhuuu......... alguns posts anteriores também ganharão pequenas notas.
20 Novembro 2007
Esta Noite
categoria: Letra de Música
Deberg Comenta: Imagine a cena: um homem de negócios, cansado, após o expediente, tomando uma dose de whisky bem servida. Cancelando todos os compromissos, andando na chuva, com os sapatos nas mãos.
Pequenas pedras
Rolando morro abaixo
São pedras de gelo
Doce espera me refresca
Cheiro de madeira
Tanto peso em minhas costas
Pouca luz nessas velhas cortinas
Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos
Pude entender, num homem covarde
Prevalecem receios
Vou embora descumprir a promessa
Sei que não vão me reconhecer
Pequenas pedras
Rolando morro abaixo
E o meu desespero
Sobre aquilo que não presta
Mesmo que eu não queira
Quando chega me sufoca
E o fim da luz da o tom da minha sina
Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos
Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos
Esta noite.......
Rasgar o que eu sinto
Esta noite eu pude entender
Num homem covarde prevalecem receios
E o que mais me importa agora
É ser o que eu quiser
Vai ser bem melhor lá fora
Quando eu não tiver mais ninguém
Deberg Comenta: Imagine a cena: um homem de negócios, cansado, após o expediente, tomando uma dose de whisky bem servida. Cancelando todos os compromissos, andando na chuva, com os sapatos nas mãos.
13 Janeiro 2007
Eu Vou Beber
categoria: Letra de Música
Deberg Comenta: Não concentrem sentimentos muito intensos num copo de bebida!
Esquece, impossível entender tais pensamentos,
tudo igual, não sei se é amor ou doença mental
Quando eu já sentia receber tudo em dobro
puta que pariu aconteceu tudo de novo!
Como esse silêncio me incomoda
porquê não diz tudo agora?
Isso só afasta ainda mais
Acho que não somos normais
Eu não vou dizer
O que você quer que eu diga pra você voltar
Eu me ajeito fácil assim
Eu vou beber enquanto você dormir!
Deberg Comenta: Não concentrem sentimentos muito intensos num copo de bebida!
13 Dezembro 2006
Sete
categoria: Letra de Música
Quando eu tinha sete anos mal sabia escrever
guardava tudo num sorriso
No auge dos meus dezessete eu já cantava por você
nenhum de nós sabia disso
Coisa difícil de entender
razão difícil de explicar
Fazia músicas de amor
sem ninguém pra amar
Agora acorda e diz pra mim
já não viu tudo isso passar?
Ainda temos sete horas pra gente dormir, ou não
Se te disserem pra não se entregar
Te espero, te respeito vou fazendo do seu jeito
Pra tudo que escrevi encontrei a inspiração
Se te amo já não sei
me ensina o quê é sentir?
Sete segundos com você
Tiram essa dúvida de mim
08 Dezembro 2006
O Inverno
categoria: Letra de Música
Deberg Comenta: Pra quem se interessar, busque conhecer a versão da mitologia grega para o surgimento das estações do ano. Leia sobre o amor de Hades por Perséfone.
Tanto poder em minhas mãos
Pra mim, enorme ingratidão
Cansei das sombras, dessa escuridão
Falta um brilho no olhar
Outra taça pra brindar
Contar meus medos sem me preocupar
Quero provar o sabor da vida terrena
Deitar nos braços de uma pequena
Vou te levar, mas não pra te machucar
Vou te contar um segredo
Vou revelar, meu mundo nunca mais verá
Um sonho acima do medo
Vou te levar pra você me entender
Sozinho não dá pra ficar
Eu só não quero que você
Sinta só ódio por mim
Entenda, eu não conheço o bem
Vivendo em meio ao rancor
Onde tudo é desamor
Vi sentimento oposto nascer em mim
Entendo agora porquê eles choram tanto
Quero razões pra mim também
Agora eu sei que vai ser pra sempre
Nada nem ninguém consegue apagar
Deberg Comenta: Pra quem se interessar, busque conhecer a versão da mitologia grega para o surgimento das estações do ano. Leia sobre o amor de Hades por Perséfone.
30 Outubro 2006
O Riacho Mágico
categoria: Poesia
Deberg Comenta: Escrevi isso logo que terminei de ler "O Hobbit", mestre Tolkien é sempre referência!
Um dia eu passei na beira de um riacho
Foi quando eu vi cinco bailarinas
Dançando em volta de um cisne apaixonado
Pintura de vanguarda; visão perfeita
Não fosse a luz laranja que brilhava contra eles
Do outro lado, a floresta que queimava
Um dragão enorme voava rente às copas
Parecia incontrolável e enfurecido
No alto da montanha a tartaruga observava
Cercada, protegida por seus sete guardiões
Num piscar de olhos o alerta se espalhava
Os lobos são velozes, comunicam os aldeões
Festa, dança e muita comida,
Tudo o que há de bom naquela aldeia
A tranqüilidade de mais de duas décadas
Queimaria com os frutos da colheita
O riacho ficou inquieto, coisa rara
Serpenteava ao redor, adentrava o vale
As pedrinhas saltavam para as margens
Todas iam se amontoando por ali
Eu contava uma a uma,
Boquiaberto com o que via
As pedrinhas foram se juntando,
Tinham forma indefinida
Um raio de sol pra finalizar
A obra do riacho determinado
Daquele monte de pedras eu vi surgir
Um guerreiro formidável
Foram três ataques velozes
E o gigante alado sucumbiu
No peito, as marcas de um ponto fraco
Na aldeia, já abriam o primeiro barril
O riacho se aquietou, e tudo voltou ao normal
As bailarinas já rodopiavam de novo
Em cada pedregulho, um brilho diferente
No meu coração, a lembrança dessa história
Deberg Comenta: Escrevi isso logo que terminei de ler "O Hobbit", mestre Tolkien é sempre referência!
26 Outubro 2006
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