25 Janeiro 2010

Já disse o quanto te acho linda?

categoria: Poesia
Num fim de tarde pude reparar
o teu sorriso perfeito
Inseguro ao me falar

Sobre as coisas mais chatas
pensando em mil coisas erradas
Tentando esconder o que pretendia
enquanto o reflexo te despia

Era sutil, mas era tanto

Cada vez que eu te olhava
o ar lhe faltava
E o desenho da sua boca
pelo meu toque implorava

Era tanta vontade ao passar do dia
que a gente quase explodia

Já disse o quanto te acho linda?

Deberg Comenta: Sobre as vontades que a gente tem de se declarar, quase todo dia.

16 Dezembro 2009

Tá Limpo

categoria: Poesia
Hoje eu ri demais
ri como se tudo fosse engraçado
Ri como um condenado
condenado a rir pra caralho

Sóbrio e entorpecido, feliz
então esquecido de tudo que fiz
Dirigindo que nem um louco
achando tudo muito pouco
Pequeno demais perto do não
da minha própria negação

Foda-se cada choro
cada sorriso
Não ligo pro que tenho
só pro que preciso

Agradeço as horas de diversão
e sigo rabiscando o que vejo
com uma nova chance nas mãos

Deberg Comenta: Esse ano eu dei um reboot, tava tudo muito jogado. Agora me orientei, pro que realmente importa.

01 Dezembro 2009

Melhor Tiro

categoria: Letra de música
Esforços se vão como as fichas do jogo
na minha febre de rolar os dados me estrago
Eu giro e as luzes dançam

Mandei seu nome guardar minhas tralhas
fui, consertei todas dobradiças, me mexi
Eu giro e as luzes dançam

Estou suando frio, me veja só
se gelo na cama, sou o que sou

Estou suando frio, me veja só
se a angustia não me alcança
Mantenho a esperança

Ah! de cada flor ter sua cara
minha cara, teu suor, meu anseio
Matar de vez essa agonia
pois de vadia o mundo tá cheio

26 Outubro 2009

Lady Sin

categoria: Poesia
Numa noite dessas bem caladas
eu mergulhei num fio de chuva
E as raras palavras eram salvas
Pela via das bocas, da minha e da sua

De um lado pro outro,
do nada pra tudo
Do certo ao errado,
do claro ao escuro
Na mesa de canto um amor absurdo
No sangue a coragem
de um peito inseguro

Fez o que quis,
me guardou o cangote
Coçou o nariz,
ajustou o decote
De leve engolia minha falta de sorte
Rindo do meu desejo
que podia ser forte

Deberg Comenta: Tô no trampo e lá fora o maior pé d'água. Aproveitei pra escrever e esperar a chuva passar.

18 Setembro 2009

E ainda gosta de rock

categoria: Poesia
Você não é tão diferente de mim
às vezes cala pra dizer que sim
No silêncio que fica se deixa levar
pra não se dar ao luxo de reclamar

De fato isso nem é muito ruim
é um jeito peculiar de ver a vida
Preguiça de explicar por que quis assim
se possível sorrir e forjar a saída

Me deixa assim, imaginando você
rindo enquanto eu não me movo
E viro de lado pra poder te ver
de vestido rosa, num cabelo novo

Todo arrepiado pelo vento
pedindo um toque
Na fumaça escapa aos dedos
tão nerd quanto eu
Traçando linhas no Photoshop

Deberg Comenta: Eu indo contra a idéia de que os opostos se atraem.

24 Julho 2009

Evasiva

categoria: Letra de música
Supostamente te deixar
pra não ter mais pra quem voltar
Saber que só eu você tem som de deixa amanhecer

Não ter sua parte pra pagar
Recalcular sem você perceber, se ainda não já fez

Principalmente te calar
quando não pensa pra falar
Não ver minha cor nos olhos teus
pra não ficar gosto de adeus

Pro seu lazer não me julgar
Descarregar, deixar você saber, se ainda não percebeu

Que toda vez que eu me apaixono é por você
só não sei dizer

Suavemente desviar
o assunto pra não te assustar

Pra no fim de tudo você entender
os motivos que não tem
pra gente ficar bem
assim tão bem

Deberg Comenta: Nem sei o que dizer, só não sei dizer, rs

27 Junho 2009

Certeza

categoria: Poesia
Certo seria viver numa redoma
Mas privar-me das sensações seria certo?
Seria certo se bastasse pra me salvar
e se não te despedaçasse certo seria

Certo ou errado seria justo
pois o que vale ficaria imune
E munido de sensações eu estaria
pra usá-las no que é errado, certo?

Só tenho certeza de que você iria me abraçar
um abraço tímido de quem gosta demais
E ainda faria de tudo pra me agradar
depois abusaria das caras de "tanto faz"

Deberg Comenta: Essa parece incompleta, mas é pra ser assim mesmo.

25 Maio 2009

Frasco

categoria: Poesia
Tinha lá suas manias
tinha aqui os seus desejos
E o tempo todo se perdia
se afogando, se entretendo

Descobrindo um novo estado
o do sabor de ser amado
Com verdade e com repúdio
suspirando por um refúgio

Só queria saber quando vem
esse tal frio na barriga
E não ter o desprazer de descobrir o que tem
na contracapa da sua vida

Que tirou a minha, de leve
fazendo jus a cada sílaba de sofrimento
Por dentro de mim me persegue
já tendo a chave do meu apartamento

"Idiota e infeliz", é o que me diz
por só enxergar o lado bom das pessoas
Precisou me acordar e esfregar no nariz
aquelas tardes que nem foram tão boas

E a saudade que eu tinha era de nós
isso é o quê faz eu me amar ainda mais
Ao saber que o seu perfume que eu tanto desejei
era na verdade o meu, impregnado em você

Deberg Comenta: Segura os cotoco!

15 Abril 2009

O quê houve?

categoria: Poesia
Acontece que eu não consigo mais pensar
chega nessas horas e tudo trava
A mente vai tão depressa e não chega a lugar algum
penso em você milhões de vezes
e penso nela também
e depois nela, e nela

As vezes penso no ódio
como infelizmente o compartilhamos
Se toda raiva já não está embutida
nas pequenas mentiras do cotidiano

É...se for pra pensar, esqueça que pode sentir
olhando bem, tudo pode ser diferente
você pode não existir, assim como ela

De repente você é essência, ela remorso
quando você é uma chaga, ela é conforto
Ambas não tem utilidade, talvez a outra tenha

Continuo tentando não lembrar, mirar meu pensamento
Tudo fica verde, depois vermelho, magra, morena
marcada, engraçada, suave e desbocada
Tento explicar e tudo me parece com nada

Acontece que só consigo formar aquela maldita palavra
Saudade

Deberg Comenta: Escrevi em cinco minutos, acho que dá pra perceber.

21 Março 2009

Ano 86

categoria: Letra de música
Ela vem devagar
movida pelo meu ar
Ela é uma máquina

Modelo "Sempre no cio"
guiada pelo quadril
Quando acelera perde o freio e ferve até sair fumaça

Ela sabe dosar
maldade pura no olhar
e cara de santa

Não sabe quem vai chamar
mas sabe que hoje apronta
Se me ligar já sei que ela tá pronta
pra rodar mais uma vez
Cruzando a noite a torque de V6

uou uou uou uou uou uou uou ô
álcool pra aquecer
motor lubrificado

uou uou uou uou uou uou uou ô
acende o farol
que agora eu vou entrar no túnel
pra te completar

Sutilmente deixa escorrer
o sal que te já te fez ser
Minha menina ano 86

Deberg Comenta: Número cabalístico! hauhauah

26 Fevereiro 2009

Pressão

categoria: Poesia
É só a chuva
que quando vem pede a preferência
Só ela pode me dizer agora
me tocar e me fazer ouvir

Só ela tem esse poder
quando estou trancado em minha luta
De me fazer sentir de novo
o que parece há muito esmaecido

Ah, ela pode sim
ela que é rainha
Me sugere viver pra ti

Em cada gota traz palavras
forma frases em minhas calhas
E assim não me escondo tanto
me acolhe e insiste que te amo

Ela sabe que tem preferência
sabe de toda minha ansiedade
Dita as regras, vem por mim
mesmo sendo só a chuva
Me sugerindo viver pra ti

Deberg Comenta: E foi chover só no fim do carnaval.

11 Janeiro 2009

Simples Cidade

categoria: Poesia
Ontem eu comprei uma caixa de coragem
depois tomei todo o sol numa golada
Ali, lembrei da minha solidão
aquela, desde minha primeira morada

Anotei coisas sobre o quanto sou inteiro
e como não tem nenhuma parte minha solta por ai
Apesar de já ter sido roubado
em meados de maio

Foi atravessando a rua pra chegar do seu lado
não conhecia aquele canto da cidade
Difícil dar certo, ter que atravessar a nado
entre nós ficaria a cumplicidade

Hoje minha essência permanece intacta
e meu riso já tem outras cores
Nada tem a proporção exata
já não controlo os meus amores

Deberg Comenta: Quando a gente desiste de entender as coisas.

10 Dezembro 2008

Love Poison

categoria: Letra de música
Foge não, já não sou eu sem sua atenção
Fique mais, desse remédio pra chatisse quero mais
Abastecer o coração, com pouca roupa e transpiração

Na quarta se você vier, vem devagar pro tempo se ajustar
Viver mais de uma hora em cada pausa
Hummmm sei bem o que me causa

Olhe bem cada vestígio que você deixou
E vê se tem de tiracolo
Uma pontinha de certeza que me faz
Ser alguém além da fúria
Como se a causa fosse a cura
E como se a cura nunca fosse o bastante

Deberg Comenta: Baladinha simples; não sei porquê coloquei esse título.

29 Outubro 2008

Juntar o pó

categoria: Letra de música
Na última vez que a gente se despediu
você levava nos olhos
a certeza de que nada era certo a partir dali
uma trilha escura pra seguir

Celebrar e desvendar a delícia de nada ser
e ver algumas peças de roupa pelo chão
sorte, medo, desejo

Solidão
Só serve pra juntar o pó
e nós?

Na última vez que a gente se divertiu
você sentou no meu colo
e só pediu pra que eu não parasse nunca mais
essa nossa doença que me faz

Celebrar.... a delícia de nada ser
e ver algumas peças de roupa pelo chão
sorte, medo, desejo

Solidão
Só serve pra juntar o pó
Melhor aproveitar
o tempo que der pra ficar
a sós

Não tem muito o que fazer
você me deixa, eu faço
vai me mostra teu sorriso (eu sei você gosta)
senta em mim
e que se foda tudo

Deberg Comenta: Viva a doce grosseria e os impulsos inconseqüentes. A vida é uma só!

28 Setembro 2008

Meus pedaços

categoria: Poesia
Acredito no amor acima de tudo
Assim? Pra esconder os problemas?
Não.
Amando as escolhas são mais difíceis
mas foi assim que decidi agir

Pra não exigir do mundo
apesar dele me sufocar
Pra não nos matar de culpa
por cada lampejo de amar

Com a intenção de me dividir,
me doar em cada história
Inclino minha alma e coração
o tempo que for possível,
o tempo que não existe

Distribuo meus pedaços
gravo ações e frases soltas

Assim tentei não deixar você gostar
depois evitei que a saudade te tomasse
Já decidido, seu afeto me contornou
feliz pelo que foi vivido, voou

Hoje, quando você for embora,
não esqueça seu perfume e suas cores
De mim, leve alguns olhares
Ah! E esse pedaço é seu, pode ficar

03 Setembro 2008

Parabéns pra mim

categoria: Letra de música
Sempre que percebo o ano passar
tão rápido que nem vejo chegar
o dia do meu aniversário

Finjo indiferença, tudo normal
como se eu não ligasse para o tempo
que só me traz mais cobranças

Só cobra de mim, só nota de cem
"Quantos anos você tem?
Será que pode comigo?
Será que banca o prejuízo?"

Tão fácil mudar, quero controlar
Quem vai me presentear?
"Sabe o quanto já pecou?
Sabe o quanto já custou
sua presença aqui?"

Parabéns pra mim
eu sobrevivi
Azar de quem me julgou infeliz

Vou te surpreender quando você ver
que ainda estou firme e forte
Posso brincar com a sorte

Deberg Comenta: Nessa época do ano sempre volta tudo. Pegando trauma do meu aniversário, rs.

27 Agosto 2008

O quê fez

categoria: Poesia
Estou sóbrio como nunca estive
era pra nunca passar, nunca acabar
O quê fez pra te deixar?
Já não bastou me inquietar?
Sejamos orgulhosos, assim até o fim
até crescer o que é nosso

Agora falo com propriedade
nele ainda vejo nossa verdade
Brincando enquanto vai a tarde
pena você ter ido embora

Em livros que escrevi eduquei uma parte de mim
parte inteira de tudo, a minha razão
Força que não me pertence mais, é sua
ser você e deixar de existir
Comprar um balão e me ver sorrir
em você, em cada parte que é minha, e é você

Amar e nada mais, amar
sem vontade, querendo a volta sua
Respirar, por você respirar
desligar o rádio pra ouvir a chuva

Deberg Comenta: sentindo a vida!

17 Agosto 2008

Despertador

categoria: Poesia
Vi a luz invadindo e a névoa girando
Eu com as meias úmidas, latejando
Era só uma memória, quente, faminta
Distinta da pureza que me fez ser realeza

Assim pela fresta, a beleza de julho me constrói

Uma polpa de cuidado se mistura
Sou pronto, estou paciente
Pra ver a raiva decadente
Em cada sabor desperdiçado

Isso é tudo que há em mim
Alegria de sobra pra te dar
Pra acordar as criancices
Num sorriso despertador

Deberg Comenta: Quando todas as angústias e amarguras se transformam em sorrisos.

31 Julho 2008

Anoélis Vida Torta

categoria: Letra de música
Veio caindo puxando a esquina pra dentro da via
Era Anoélis que mais uma vez se esquecia

De sua vida torta
Guardava algumas poucas notas
E no seu rádio ainda toca
Algumas poucas notas

De oito em oito horas
perdia suas memórias
Que ainda nem tinha vivido
pra saber se ia acontecer

E a vida lhe deu as costas
Sem sobrenome continua Anoélis Vida Torta

Deberg Comenta: Parceria bons com Ale, Daniel e Bill, meus irmãos poetas, músicos e cheios de guéri-guéri.

10 Julho 2008

Grito contido

categoria: Poesia
Se eu não escrevesse nada
Talvez nem eu mesmo percebesse
E você nunca soubesse
O valor do meu interesse

Assim seria fácil guardar
Cada esboço de malícia
Desenho perfeito no seu olhar
Suporte de cada carícia

Que pede um último beijo
Novo, devagar e intenso
Que faz a noite se alongar
No tempo do nosso desejo

E quando o abraço encaixa
Sentimos o sangue ferver
Aí nosso corpo relaxa
Feliz em não se conter

Nos detalhes, no entrelaçar
Dos pés que afasta o frio
Me anulei na vontade de cuidar
Distante percebi o vazio

E o que me restou foram sinais
Escondidos em cada fração
Prazer em te ter um dia a mais
Prender seu cheiro na minha mão

Prometi reservar tais memórias
Mas me deu vontade de gritar
Fazer ecoar através das palavras
Sentir sua pele em tudo que tocar

27 Junho 2008

Por ti fólio

categoria: Poesia
Tive vontade de pintar
Risquei com tinta a minha mão
Cada folha em branco sorria pra mim
Enquanto as curvas eram apenas curvas

Não precisava de nada mais
Pois já tinha o esboço ideal
Fiquei enfeitando e vi que já estava bom
Mas ainda assim retoquei como nunca

Caiu uma gota, talvez meu sangue
E aquilo se misturou nos contornos
Marcando em relevo, trazendo vida

A sensação era de omissão
Eu fiz, mas aquilo não era meu
Quem fez a tinta e o papel?
Quem fez as cores e aqueles olhos?

Só sei que agora quero uma pra mim
Daquele jeito que eu desenhei
Mas que saia do papel, e me segure pelas mãos

Deberg Comenta: As vezes tenho medo de folhas em branco.

21 Junho 2008

O Alheio

categoria: Poesia
Tenho um coração de poeta
e uma alma de criança
Já sei o quê não me afeta
não sei o quê me amansa

Aprendi a regra de amar
te dou um sorriso, me mostra de volta
Vi que não basta tocar
carrega minha mão, meu braço te solta

De costas pra tudo é fácil seguir
cegar a vida e fechar a boca
Arder de vontade, ignorar, fingir
curar ferida e tirar a roupa

A alma que brinca as vezes sonha
em prender fagulhas dessa força vital
Voa pra aproveitar o alto da montanha
respira fundo;
vira de lado
e adormece.

Deberg Comenta: Esse sou eu brincando de ser o que eu não sou.

08 Junho 2008

Ninguém morre de amor

categoria: Poesia
Ninguém morre de amor
a vida não tira seus méritos
Ninguém foge sem valor
sem falsos apelos inquietos

Amor é vida e partilha
não é sim, sim é não
Se a troca não é concebida
amor de mentira, é paixão

Quando tudo é menor que a dor
nem assim se pode morrer de amor

Deberg Comenta: Algumas frases ficam presas na cabeça sem explicação. Me disseram esta, que dá o título desta poesia, num momento crucial.

22 Maio 2008

Eu contra o pranto

categoria: Poesia
Sem valor e sem sentido
palavras de graça, jogadas
Fizeram-me enlouquecer
tentando entender e aceitar

O amargo que sobe na garganta
maldita repulsa do espelho
Sentir-se poderoso e miserável
aos poucos se acabar por inteiro

E ver que sou feito de anseio e essência
que minhas glórias são troféus para os olhos
Que mulheres são movidas a elogios e desprezos
e tentando vou aprendendo a dosar desejos

Felicidade de ontem que hoje vale mais
dúvida de amanhã faz o peito sorrir
Quero abraçar o mundo sem bloqueios morais
arrancar gemidos, caçar suaves carinhos

Sou o que me tornei, sem almejar, sem merecer
deixei de me arrumar e vi um cerco crescer
De certo não via a luz por trás dos meus olhos
cresci sem me perceber na cidade ao redor

04 Maio 2008

Em Vermelho

categoria: Letra de música
Eu ando sem resposta, você me bate a porta
e eu não sei o que fazer quando o tempo vem pra me ajudar
Me perco na rotina, angústias de uma vida
que eu não quero e não vejo a hora de sair daqui

Pra bem longe viajar
rumo ao sol alaranjado
No seu ombro eu vou deitar
e ver no seu olhar

A minha vida se refaz assim tão fácil
e muito mais, eu vou
certo de que tudo vale a pena

A sua boca tão pequena
a sua pele tão serena
deixou em mim a sua marca
Em vermelho

Fogo brando, vem aquece
rubra boca, enlouquece
Friso longo, na cintura
beijo eterno enquanto dura

Deberg Comenta: Cores que marcam, mesmo passados 4 anos.

21 Abril 2008

Até o Parque

categoria: Poesia
Um certo desconforto
um banco de pedra
Desejo e desgosto
a frase que encerra

As formas de agir
os lábios macios
Sentir sufocar
em cantos vazios

Ele caminhou com o coração na mochila
viu o asfalto brilhar, cheirou gasolina
Perdeu a sombra em voltas de desespero
falhou ao ver que não era o primeiro

De tarde se foi o suspiro aliviado
que de longe ouviu uma alma gritar
Uma vida rasgada sangrando em metades
caminhando em conjunto, recusando um olhar

Pode ser pra sempre
ou só uma vez mais
Amanhã quem sabe?
talvez nunca mais

Deberg Comenta: Quando o inimaginável acontece nos deparamos com o inevitável.

16 Abril 2008

Instante

categoria: Poesia
Tá fazendo frio de novo?
O vidro tá embaçando
Posso ver você respirar

E reagir dessa maneira
Sei que é coisa passageira
Mesmo assim eu vou fazer, prometo não contar

Imagine a gente no ar, fora de nós, vendo tudo do espaço:
Surpreendente ver a gente, como tudo fica bem
Dou a volta em sua cintura, um segundo vai além

Quero filmar tudo e guardar pra sempre
um videotape numa estrela cadente

De volta à visão perfeita
assim de perto, melhor, vejo sua pureza
Estou debaixo de um sorriso de menina
sem jeito, aos poucos me ensina

"Lá fora" não existe mais
pouco importa, são só meus pais
As cores dessa noite quem vai esquecer?
tão lindo, aos poucos te ver florescer

Deberg Comenta: Achei isso muito bem guardado, lembranças de um momento bonito.

20 Fevereiro 2008

A Fuga

categoria: Letra de música
Você me diz que já é tarde
Que não vai me esperar
É uma pena, vou te dizer porquê

Está vendo aquele carro ali?
Vai me levar pra um lugar tão diferente
Por quê você não vem?

Então será só você e eu
Abaixa o vidro e deita o banco (canta pra mim)
Lembra de tudo, isso é um retrovisor
O céu termina e eu piso fundo

Já estamos chegando
As placas anunciam
O rádio quebrado
Só aumenta a agonia
Muito de mim vai ficar nesta pista molhada

Este é o lugar, você consegue sentir?
Parece feito para nós
Olha pra mim, diz se não valeu a pena
Isto é mais forte que o mar

O bom de viver é poder respirar
Correr pra qualquer lugar
Bagunçar o cabelo, encarar o medo
Ter por quem voltar
Viver nosso mundo, esquecer tudo que passou
O céu termina e eu piso fundo

Deberg Comenta: Escrevi pouco tempo depois de tirar minha carta, vontade de dirigir numa estrada infinita.......

12 Janeiro 2008

A Flor e o Bicho-Preguiça

categoria: Letra de música
Ele caiu, esboçou alguma reação
Sorriso fácil estampou, por nada anseiou
a vontade de mudar, medo de conhecer

A luz tocou o solo, perfume o despertou
Clarão no vale brilhou, pensou pular, voou
um querer aconchegar, razão pra se mover

O grito mais alto não seria o bastante
pra impedir que lhe queimasse o peito

Assim sentiu pela primeira vez, sorriu
correu pela trilha como nunca se viu

Dourou a retina, força repentina
estava ali o que queria
Escondida nas cores, a flor mais linda
buscou água da fonte

A mais pura forma de carinho
um beijo no olho, no cantinho
um abraço capaz de envolver todo aquele mundo

Ela queria um simples sentimento
ele simplesmente sentir o vento

Deberg Comenta: Até o bicho-preguiça foi pego de surpresa!

04 Janeiro 2008

Sem "você"

categoria: Poesia
O homem sem amor é uma casca sem graça
Que despedaça a cada golpe de ausência
O homem sem o amor ronda cada praça
E perde a noção do tempo tocando o vazio

O que um dia já foi cura, consome-lhe a carne
A cada excesso de fúria, a esperança que vai tarde

Tudo acaba desconhecido, difícil ver algum sentido
E se a felicidade não lhe pertence mais
Não cativa nada, não tem valor o que ficou pra trás

O homem sem graça é uma casca sem amor
Que sangra ao ver que hoje é só mais um
Amor liberto, banhado pela ingratidão
Que faz do homem um ser comum

Deberg Comenta: Nem sempre os temas são bem-vindos....

12 Dezembro 2007

Bom Dia Sol

categoria: Letra de Música
Bom dia! ela me falou
Em 2 segundos de abraço
Sensacional foi a reação

Velocidade impressionante
Sentimento interessante
Por instante tudo era cor

Isso é a vida, presente pra quem tem
Sorriso radiante que me faz tão bem

Vem meu sol, vem me abraçar
Por que eu não quero mais pensar
Em acordar sem ter a sua luz

Vem pra cá que eu vou dizer
Bem baixinho pra você
Adoro ver você sorrir
Esqueço tudo e deixo o tempo passar

Deberg Comenta: achei isso jogado no fundo do baú, literalmente, tem uns 5 anos; simples, puro, fruto de um encontro casual.

11 Dezembro 2007

Expremendo a Inspiração

A partir de hoje as obras postadas virão com comentários do autor sobre a mesma, huhuhuhuhuuu......... alguns posts anteriores também ganharão pequenas notas.

20 Novembro 2007

Esta Noite

categoria: Letra de Música
Pequenas pedras
Rolando morro abaixo
São pedras de gelo
Doce espera me refresca
Cheiro de madeira
Tanto peso em minhas costas
Pouca luz nessas velhas cortinas

Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos
Pude entender, num homem covarde
Prevalecem receios
Vou embora descumprir a promessa
Sei que não vão me reconhecer

Pequenas pedras
Rolando morro abaixo
E o meu desespero
Sobre aquilo que não presta
Mesmo que eu não queira
Quando chega me sufoca
E o fim da luz da o tom da minha sina

Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos

Esta noite vou matar a rotina
Rasgar o que eu sinto
Quebrar todos espelhos

Esta noite.......
Rasgar o que eu sinto
Esta noite eu pude entender
Num homem covarde prevalecem receios

E o que mais me importa agora
É ser o que eu quiser
Vai ser bem melhor lá fora
Quando eu não tiver mais ninguém

Deberg Comenta: Imagine a cena: um homem de negócios, cansado, após o expediente, tomando uma dose de whisky bem servida. Cancelando todos os compromissos, andando na chuva, com os sapatos nas mãos.

13 Janeiro 2007

Eu Vou Beber

categoria: Letra de Música
Esquece, impossível entender tais pensamentos,
tudo igual, não sei se é amor ou doença mental
Quando eu já sentia receber tudo em dobro
puta que pariu aconteceu tudo de novo!

Como esse silêncio me incomoda
porquê não diz tudo agora?
Isso só afasta ainda mais
Acho que não somos normais

Eu não vou dizer
O que você quer que eu diga pra você voltar
Eu me ajeito fácil assim
Eu vou beber enquanto você dormir!

Deberg Comenta: Não concentrem sentimentos muito intensos num copo de bebida!

13 Dezembro 2006

Sete

categoria: Letra de Música
Quando eu tinha sete anos mal sabia escrever
guardava tudo num sorriso
No auge dos meus dezessete eu já cantava por você
nenhum de nós sabia disso

Coisa difícil de entender
razão difícil de explicar
Fazia músicas de amor
sem ninguém pra amar

Agora acorda e diz pra mim
já não viu tudo isso passar?
Ainda temos sete horas pra gente dormir, ou não

Se te disserem pra não se entregar
Te espero, te respeito vou fazendo do seu jeito
Pra tudo que escrevi encontrei a inspiração
Se te amo já não sei
me ensina o quê é sentir?
Sete segundos com você
Tiram essa dúvida de mim

08 Dezembro 2006

O Inverno

categoria: Letra de Música
Tanto poder em minhas mãos
Pra mim, enorme ingratidão
Cansei das sombras, dessa escuridão
Falta um brilho no olhar
Outra taça pra brindar
Contar meus medos sem me preocupar

Quero provar o sabor da vida terrena
Deitar nos braços de uma pequena

Vou te levar, mas não pra te machucar
Vou te contar um segredo
Vou revelar, meu mundo nunca mais verá
Um sonho acima do medo
Vou te levar pra você me entender
Sozinho não dá pra ficar

Eu só não quero que você
Sinta só ódio por mim
Entenda, eu não conheço o bem
Vivendo em meio ao rancor
Onde tudo é desamor
Vi sentimento oposto nascer em mim

Entendo agora porquê eles choram tanto
Quero razões pra mim também

Agora eu sei que vai ser pra sempre
Nada nem ninguém consegue apagar

Deberg Comenta: Pra quem se interessar, busque conhecer a versão da mitologia grega para o surgimento das estações do ano. Leia sobre o amor de Hades por Perséfone.

30 Outubro 2006

O Riacho Mágico

categoria: Poesia
Um dia eu passei na beira de um riacho
Foi quando eu vi cinco bailarinas
Dançando em volta de um cisne apaixonado
Pintura de vanguarda; visão perfeita

Não fosse a luz laranja que brilhava contra eles
Do outro lado, a floresta que queimava
Um dragão enorme voava rente às copas
Parecia incontrolável e enfurecido

No alto da montanha a tartaruga observava
Cercada, protegida por seus sete guardiões
Num piscar de olhos o alerta se espalhava
Os lobos são velozes, comunicam os aldeões

Festa, dança e muita comida,
Tudo o que há de bom naquela aldeia
A tranqüilidade de mais de duas décadas
Queimaria com os frutos da colheita

O riacho ficou inquieto, coisa rara
Serpenteava ao redor, adentrava o vale
As pedrinhas saltavam para as margens
Todas iam se amontoando por ali

Eu contava uma a uma,
Boquiaberto com o que via
As pedrinhas foram se juntando,
Tinham forma indefinida

Um raio de sol pra finalizar
A obra do riacho determinado
Daquele monte de pedras eu vi surgir
Um guerreiro formidável

Foram três ataques velozes
E o gigante alado sucumbiu
No peito, as marcas de um ponto fraco
Na aldeia, já abriam o primeiro barril

O riacho se aquietou, e tudo voltou ao normal
As bailarinas já rodopiavam de novo
Em cada pedregulho, um brilho diferente
No meu coração, a lembrança dessa história

Deberg Comenta: Escrevi isso logo que terminei de ler "O Hobbit", mestre Tolkien é sempre referência!

26 Outubro 2006

Oi to the world

Tudo bem e você?

É verdade.

Ah, tamo indo né.

Beleza, vê se aparece hein!

Falou.